Franceses com passe para poder viajar. Grécia já recebe estrangeiros vacinados ou testados



Numa altura em que vários países já fazem planos de abertura ao turismo, como é o caso de França e Grécia, há outros que ainda se mostram com receio de avançar. Em Itália o número de infeções não tem dado tréguas. Já em Israel a população está cada vez mais perto da realidade pré-covid.


França lançou esta segunda-feira uma aplicação destinada a facilitar a circulação dos seus cidadãos de forma segura durante a pandemia. Chamada TousAntiCovid, a app armazena informação sobre a tomada de doses contra a covid-19 ou resultados de testes PCR.


Numa fase inicial, o passe sanitário que foi lançado em França é limitado ao controle de voos domésticos para Córsega (ilha francesa) e o objetivo é o de vir a ser alargado a outras viagens para destinos internacionais.


O projeto foi apresentado pelo secretário de Estado francês responsável pela Transição Digital. O passe sanitário pode vir a ser estendido, além das viagens, a várias outras situações que envolvem a apresentação de documentos, discutindo-se se este poderá ser o caso, nos próximos meses, de concertos, festivais ou feiras, segundo avança o jornal Le Monde.

O governo francês descartou a possibilidade de este passe eletrónico ser utilizado em locais onde não é preciso mostrar documentos, como bares ou restaurantes.

Para já, França é o primeiro país a adotar um modelo de controlo eletrónico de viagens validando testes ou vacinação contra a covid-19 na linha do passe verde, que está há vários meses em discussão na Comissão Europeia.


De momento, os aeroportos em França aceitam a apresentação de testes negativos à covid feitos em qualquer laboratório ou por médicos particulares, mas segundo o governante francês da Transição Digital o que se pretende é que este tipo de certificação se torne no principal meio de validação do estado de saúde dos passageiros por parte das autoridades no controlo das viagens.


Contudo, a ideia de criar um passaporte de saúde para as viagens, está a levantar questões legais associadas à proteção de dados privados ou à eventual discriminação sobre quem não quer ser vacinado.


O comité de urgência que a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou para a pandemia de covid-19 pronunciou-se como sendo contra a implementação de um passaporte de vacinas obrigatório para os viajantes internacionais.


Os peritos da agência da ONU especializada em saúde apontam que se a vacina se perfila como uma etapa essencial para sair da crise pandémica, “há uma desigualdade persistente em matéria de distribuição” do imunizante no mundo.

Grécia prepara a abertura total do turismo a 14 de maio

A Grécia deixou de impor requisitos de quarentena e anunciou que vai passar a receber turistas vacinados contra a covid-19 ou que apresentem teste PCR negativo realizado até 72 horas antes da viagem.


Segundo avançou esta segunda-feira à CNN o ministro do Turismo da Grécia, Harry Theoharis, o país “está a dar os primeiros passos, que são o início de um processo de abertura gradual e que levam a uma abertura total do turismo a 14 de maio”.

De acordo com as novas regras, a Grécia está disposta a receber turistas vacinados ou testados à covid oriundos dos mercados mais relevantes para o país, o que inclui países da União Europeia, do Reino Unido, da Sérvia, de Israel, dos Estados Unidos e dos Emirados Árabes.


Os voos internacionais diretos passaram a ser permitidos em cidades como Atenas e Thessaloniki, na costa leste, além das ilhas que são os destinos de férias mais populares, como Creta, Rodes, Kos, Mykonos, Santorini ou Corfu.


As autoridades gregas garantiram que os pontos de entrada no país estão aptos a fazer verificações rápidas aos turistas e que haverá hotéis prontos a alojar aqueles que testaram positivo durante o processo e precisam de fazer quarentenas.


Contudo, os turistas ficam sujeitos às mesmas regras dos locais: uso de máscara e regras de distanciamento social, além das restrições que ainda imperam em bares e restaurantes nas zonas de praia.


O levantamento de restrições na Grécia é visto internamente como uma promessa do país abrir totalmente ao turismo em maio, embora na consciência de que o começo será lento e dependerá de condições incertas envolvendo outros países.

Itália reequaciona reabertura das escolas

Itália registou 8.864 novas infeções e 316 mortes com o novo coronavírus nas últimas

24 horas, enquanto instituições de ensino, governos regionais e sindicatos debatem o regresso ao ensino presencial na próxima segunda-feira.


O número de novos casos representa uma diminuição de 3.830 quando comparados com 12.694 no domingo, embora o número de testes também tenha sido muito menor.


As mortes por covid-19, por outro lado, aumentaram de 251 para 316, elevando o número total para 117.243 desde o início da pandemia, atingindo quase 3,9 milhões de infeções.


O país vai diminuir as medidas restritivas a partir da próxima segunda-feira, 26 de abril, quando a qualificação de “zona amarela”, de menor risco epidemiológico, será recuperada e as regiões que nela ingressarem poderão ter os seus restaurantes e bares a receber clientes, desde que estejam ao ar livre.


Nesse dia, todos os estabelecimentos de ensino também serão reabertos em regiões com limitações médias e baixas, onde agora o atendimento presencial em escolas e universidades é de apenas 50%.


No entanto, este desconfinamento suscita dúvidas entre os dirigentes das instituições de ensino e entre os presidentes das regiões, e os sindicatos pediram ao Governo italiano que revertesse a reabertura, por a considerar “um gesto político que não se baseia em condições reais”.


O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, tem dito em várias ocasiões que a educação é a sua maior prioridade e que o ensino voltará a ser presencial, pelo menos, no último mês do calendário escolar, que termina genericamente a 8 de junho para os 8,5 milhões de alunos do país.

Israel faz acordo com a Pfizer até 2022

Israel assinou esta segunda-feira um acordo com o gigante farmacêutico norte-americano Pfizer que permite ao país obter de novo milhões de doses da vacina contra a covid-19.


Perto de cinco milhões de israelitas, mais de metade da população (cerca de 60%), já receberam duas doses da vacina Pfizer-BioNTech, segundo os dados do Ministério da Saúde publicados esta segunda-feira.


“Assinámos um acordo com a Pfizer para a aquisição de milhões de doses de vacinas que nos vão permitir continuar a lutar contra o corona até ao final de 2022″, lê-se num comunicado conjunto do gabinete do primeiro-ministro e do Ministério da Saúde de Israel.


O país, de 9,2 milhões de habitantes e que desde dezembro efetua a mais intensa campanha de vacinação do mundo, saiu progressivamente do seu terceiro confinamento no início de fevereiro.


Este domingo foi abolida a obrigatoriedade do uso de máscara nos locais públicos.

Em troca de um acesso rápido a milhões de doses da vacina, Israel, que dispõe de dados médicos digitalizados do conjunto da população, forneceu à Pfizer dados sobre os efeitos da vacinação.


“Se não formos confrontados com uma surpresa pelas variantes que a vacina não combate, estaremos em condições de vacinar toda a população, adultos e crianças”, congratulou-se o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em comunicado.

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