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VI ABEMMI SUMMIT VIRTUAL 2022

Especialistas conjecturam que com a pandemia e a guerra, Brasil se tornará a melhor opção para refugiados e imigrantes

Atualmente existem 1,3 milhão de imigrantes residem no Brasil e 57.099 pessoas refugiadas reconhecidas

O VI ABEMMI Summit Virtual 2022, realizado nos dias 18 e 19 de maio, pela Associação Brasileira de Especialistas em Migração e Mobilidade Internacional (ABEMMI), contou com 700 inscritos e promoveu o debate entre especialistas de mobilidade global, que destacaram que estamos vivenciando preocupações do passado, como as vividas na época da gripe espanhola e guerra-fria, as quais têm transformado o setor de mobilidade global, trazendo mais refugiados e imigrantes ao Brasil.

A pandemia causada pelo Covid-19, ocasionou o fechamento de fronteiras, inibindo o movimento econômico robusto do setor de Mobilidade Global, impactando todo o mercado. Além da pandemia, os recentes conflitos na Venezuela e também a Guerra da Rússia contra a Ucrânia, são acontecimentos que têm trazido muitos imigrantes e refugiados ao país, gerando disrupturas econômicas que impactam o mundo todo, assim como reforçado as questões humanitárias e o apelo para que os países recebam essas pessoas de braços abertos.

“A pandemia também gerou a imigração forçada de quem não tinha acesso a vacina e tratamentos e se viam ameaçados”, comentou o painelista do evento, Dr. Luiz Alberto Matos, coordenador-geral de Imigração Laboral do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Já segundo Victor Del Vecchio, professor e comentarista de Política Internacional e Direitos Humanos, também painelista do evento, a guerra mexeu com a noção de segurança dos europeus.

“A Europa era o centro da paz e agora isso foi abalado. Eu conheço pessoas que estão lá querendo vir pra cá e pessoas que estão aqui e querem permanecer, por isso eu chutaria um aumento da naturalização brasileira”, discorreu Victor sobre a perspectiva para o futuro.

Atualmente, 1,3 milhão de imigrantes residem no Brasil, de acordo com os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de 57.099 pessoas refugiadas reconhecidas, segundo os dados divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE). Porém, a contratação dessas pessoas, principalmente dos refugiados, não acontece com frequência no mercado brasileiro, sendo necessário a implementação de programas para tal.

“No ano passado junto ao Banco Mundial, realizamos um relatório sobre o processo de integração de refugiados no Brasil, que apontou que em média um refugiado da Venezuela possui escolaridade superior ao brasileiro, mas ainda assim ele possui pouco acesso ao trabalho”, elucidou o painelista Dr Paulo Sérgio Almeida, oficial de Meios de Subsistência da ACNUR Brasil, agência da ONU para Refugiado.

Durante o VI ABEMMI Summit Virtual 2022, no painel Refugiados - regularização e inserção no mercado de trabalho, Grevisse Mulamba Kalala, assistente de Gestão em Migração Brasileira pelo Serviço Franciscano de Solidariedade- SEFRAS do Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes- CRAI, foi convidado a listar os motivos para que as empresas contratassem pessoas refugiadas, de acordo com Grevisse, a pergunta que deve ser feita é: por que não?

“A primeira coisa a se pensar é: estamos contratando um profissional, ele é refugiado, mas é um profissional, não é coitadinho. É um profissional como todo brasileiro, apenas o seu estado é diferente. Ele irá agregar dentro de uma empresa, muitos têm até uma pós graduação, você estará sim gerando inclusão, mas ele também irá agregar no trabalho referente a formação dele” refletiu Grevisse. 

O evento promovido pela ABEMMI tinha como objetivo estimular o debate sobre mobilidade global em tempos de guerra e pós-pandemia, além de promover conhecimento, atualizações e network.

Assista aos painéis e Workshops realizados nos dias 18 e 19 de maio de 2022.

Veja as fotos do Coquetel ABEMMI realizado no dia 19 de Maio de 2022.

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